Lázaro Ramos faz sua estréia como diretor de longa-metragem

O filme, uma adaptação do livro Namíbia Não!, de Aldri Anunciação, foi apresentado nas Rodadas de Negócios do RioContentMarket 2017.

Ator, diretor, apresentador e escritor, Lázaro Ramos prepara sua estreia – atrás das câmeras – no cinema. No primeiro semestre de 2019, ele começa a filmar uma adaptação do livro “Namíbia Não!”, de Aldri Anunciação, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Ficção para jovens.

O longa-metragem, em fase de captação, participou das Rodadas de Negócios do RioContentMarket 2017. “Foi muito importante apresentar o projeto do meu filme. Este é o maior evento de conexões de produção audiovisual que nós temos no nosso país. Aqui, além de fazer contatos, você se inspira a criar projetos, encontra novos parceiros...  O RioContentMarket tem feito toda a diferença no nosso mercado. Além de tudo, mostra para o mundo o que estamos pensando em termos de audiovisual e recebemos do mundo inspirações, o que também é transformador”, conta Lázaro.  

“Fui recebido com carinho e atenção pelas pequenas e grandes distribuidoras. Produtoras internacionais também viram o projeto e conseguimos receber três propostas para distribuição. Acabamos escolhendo uma e iniciamos uma conversa de parceria internacional. Então, estamos muito felizes porque é um filme que a gente sonhou durante quatro anos e agora, enfim, vai ser realizado, mesmo com todos os desafios que o audiovisual brasileiro está enfrentando”, conta.


Lázaro Ramos também destaca o pitching do evento. “Foi bom também poder participar do pitching, porque é um exercício de contar a sua história. Isso influencia também a maneira de convocar os próximos parceiros do seu filme, atores, equipe técnica, produtoras parceiras ou financiadores. Esse exercício foi muito rico para todos nós da equipe”.

O filme
A trama se passa em um futuro próximo, quando o Governo brasileiro decreta uma Medida Provisória obrigando que todos os de ‘melanina acentuada’ sejam capturados e enviados imediatamente à África. A ação provoca, em pleno século XXI, o revés da diáspora vivida pelo povo africano do Brasil escravocrata. A medida é uma “ação de reparação social aos danos causados pela União”. 

Mas, para não incorrer no crime de “invasão de domicílio”, os negros só podem ser capturados na rua. Assim, os protagonistas André e Antônio passam o dia trancados no apartamento, debatendo as questões sociais e econômicas da vida atual, seus anseios pessoais e as consequências de um iminente retorno à África-mãe. 

Com roteiro de Lusa Silveira (que também assina o texto do longa-metragem “Estômago”), o longa-metragem, ainda sem título fechado, será produzido pela Lata Produções com a Lereby, do diretor Daniel, e tem parceria da Globo Filmes.

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