Summit: Minha Música, Meu Negócio

Como  o artista extrapola a música e se transforma em marca global? Quais as novas dinâmicas que estabelecem a forma de produzir e divulgar conteúdo para potencializar as possíveis parcerias entre marcas e artistas?  Como elevar o nível de engajamento nas redes sociais?

Para Guilherme Figueiredo, diretor de marketing e digital da Som Livre, o principal papel das grandes gravadoras atualmente é construir uma carreira sólida para artistas de pequeno e médio porte, projetando sua estabilidade no mercado para 10, 20 anos. 

Segundo os dados da Pró-Música Brasil Produtores Fonográficos Associados (novo nome da Associação Brasileira dos Produtores de Discos – ABPD), que reúne as maiores empresas de produção musical fonográfica em operação no Brasil, das 200 faixas mais ouvidas 20% são de artistas não "estourados". Artistas que já possuem marcas consistentes como Anitta ainda "são muito mal explorados no Brasil. Se pegarmos só a turnê do Luan Santana, por exemplo, são milhões de pessoas que estão lá em catarse, e a oportunidade de ativação disso é enorme", diz Guilherme. 

Bruno Vieira, diretor geral da Deezer no Brasil, explica como uma plataforma pode colaborar com as marcas na construção das carreiras dos artistas. "Hoje, as plataformas de streaming oferecem grandes possibilidades de trabalho, com playlists para micro-nichos e a criação de perfis tão completos como os de uma rede social. Mas ainda não são uma ferramenta estratégica para as agências", afirma Bruno. Ele ressalta ainda a resistência de alguns músicos ao ambiente digital: "Os artistas jovens já nasceram na revolução digital e portanto entendem a vida de forma digital. A grande dificuldade ficou para os músicos acostumados ao “mundo tradicional” que ainda precisam de suporte e esclarecimento", complementa. 

Para Fátima Pissarra, diretora geral da Vevo no Brasil, as marcas precisam compreender que os artistas atualmente influenciam multidões e que há uma necessidade de compreender quem é este público, e o que eles almejam consumir. E sobretudo se o trabalho de determinado artista está em sintonia com o que a imagem da marca e seus produtos. "É um equívoco escolher um artista que está em alta nas playlists e nas redes sociais somente por esta razão. E, na maioria dos casos, a marca quer ditar o que o cantor tem que falar em uma campanha ou música: o cantor faz uma música para uma ação e a marca muda completamente a música ou produz um product placement de 30 segundos para baratear os custos", finaliza. 

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