Summit: Relação marcas e música: um case de sucesso

Rodolfo Medina, CEO da ArtPlan, iniciou o painel “As marcas da música” do Summit Rio2C Content & Brands by Meio&Mensagem citando o Rock in Rio como exemplo de plataforma de comunicação, onde a música é um elemento de aproximação com o público. Ele explicou que a grande preocupação dos gestores é de como a marca do mega evento pode melhorar a experiência do consumidor. Com o propósito de gerarem experiências únicas, que impactem a todos os usuários, para que carreguem esse sentimento para casa.
 
Daniela Cachich, vice-presidente de marketing da Pepsico Brasil, parceira do Rock in Rio desde 2011, disse que não existe dúvida de que música é algo relevante para uma audiência, apesar de achar que o grande desafio ainda é de que forma a marca se torna relevante naquele ambiente. “Em todos os Rock in Rio que eu participei, sempre me questionava: Qual é o ponto de vista da minha marca para esse evento? O que ela quer entregar para essas pessoas em experiências? O que quer comunicar para que a audiência entenda a minha marca e a leve para casa?”.
 
De 2010 para 2011, foi apostando todo o seu orçamento no Rock in Rio que Daniela consagrou a Heineken no Brasil. A marca tinha acabado de desembarcar no país e a população ainda não conhecia a cerveja e não estava acostumada com o seu sabor. Mas a empresa de maneira marcante no festival e assim a bebida passou aos poucos fazer parte do repertório das pessoas. “Foi uma crescente, e não é à toa que ela está até hoje no festival”. A executiva reforçou essa relação e em outra ação, lançou um novo produto direcionado para envolver a música e pensado para o festival: um Doritos Rock in Rio.
 
O diretor de comunicação e marketing da Coca Cola, Francesco Cibó, fala que toda a história da companhia não muda muito com o tempo. A marca sempre tem uma relação muito forte com a música, que veem como uma forma de interagir com as pessoas de um jeito mais intenso. “O que muda é a forma de comunicar essa mensagem, o campo semântico da linguagem”, explicou.
 
O case lançado no ano passado pela Coca-Cola, onde os artistas estampavam as latas e aquele mais votado pelos fãs seria escolhido o hit do verão, movimentou o país e impactou além do esperado. “A gente acredita muito no potencial do fã, eles têm uma força de criar incrível”.
 
O mesmo aconteceu com a Pepsico e a Anitta, após lançar o primeiro clipe internacional dela “Paradinha” com Cheetos, os fãs passaram a ir aos shows com os pacotes do biscoito e dançavam imitando a cantora nos corredores dos supermercados. A marca decidiu então lançar um produto especial com a artista que resultou um crescimento de 20% da marca. “É uma coisa que você não controla, a relação emocional que os fãs criam por algo funcional, um produto e com a música. É algo muito interessante”, completa.

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