Academia de Filmes participa como buyer do Rio2C

Um dos grandes nomes do audiovisual brasileiro, há 21 anos a Academia de Filmes desenvolve conteúdos para cinema, televisão e internet. Ao lado da TV Globo, TV Cultura e TV Record e Boomerang produziu séries como “Amor em 4 Atos” - baseada nas canções de Chico Buarque –, “A Pedra do Reino”, “Amores Expressos”, “Amazônia Niemeyer”, além dos reality shows “Temporada de Moda Capricho” e dos programas de variedade como “Rota do Verão” e “É Tudo Improviso”.

Para o cinema, a Academia de Filmes produziu o representante argentino ao Oscar 2013, “Infância Clandestina”; “Amanhã Nunca Mais”, com Lázaro Ramos; “EvoÉ! Retrato de um Antropófago”, “Titãs – A Vida até Parece uma Festa” e entre muitos outros. Para falar sobre a atuação da produtora como player no Rio2C – RioContentMarket 2018, conversamos com o produtor e sócio da empresa, Paulo Roberto Schmidt. 

Como foi a experiência da Academia de Filmes nas últimas edições do RioContentMarket?
A experiência da Academia de Filmes nas últimas edições tem sido muito positiva. Na edição de 2017, especialmente, por termos participado das rodadas de negócio como players, conhecendo autores e projetos interessantes e que estamos levando em consideração. Dois dos projetos que conhecemos durante o RioContentMarket estão sendo viabilizados nesse momento, com dois canais de TV por assinatura. Além disso, o networking, as palestras e conhecer as demandas e as tendências do audiovisual é sempre importante para melhorar processos e estratégias no dia a dia da produtora.

Destacaria algum case de sucesso?
A segunda temporada da série “Natália”, que deve estrear no primeiro trimestre de 2018, na TV Brasil e no Universal Channel, foi viabilizada durante um encontro no RioContentMarket 2016.

O que estarão buscando em termos de conteúdo na edição de 2018 do evento?
Bons projetos. É claro que a demanda de conteúdo para as novas plataformas digitais é uma tendência, mas, fundamentalmente, buscamos bons projetos e ideias. No campo da ficção, há uma demanda maior para gêneros como terror e thriller. No lado factual, a bola da vez parece ser programas voltados para a moradia.

Procuram projetos para coprodução?
Estamos muito interessados em coproduções, principalmente as regionais. O Brasil é um país muito rico e culturalmente diverso. E, fora do eixo Rio-São Paulo, encontramos excelentes histórias a serem exploradas. Para a Academia de Filmes é sempre interessante se relacionar com produtores que podem não ter a nossa experiência, mas agreguem um lado muito rico da cultura nacional e que merecem ter espaço nos players, seja na TV, seja nas plataformas VOD.

Como você vê a atual produção brasileira de conteúdo para audiovisual?
O momento é muito especial. Estamos, de fato, tomando conta dos espaços e da grade de programação e isso reflete em audiência. Dá para perceber que a produção nacional, feita pelas produtoras independentes, em alguns canais, está alavancando a audiência das emissoras. É um momento bastante oportuno. Estamos agora atentos à mudança de consumo de conteúdo. O modelo tradicional da TV tende a se pulverizar. Tendemos a pensar em conteúdos que possam ter adaptações de linguagem para todos os devices e formas de veiculação.

Na sua opinião, qual a importância do Rio2C para novos negócios?
É o principal evento brasileiro do mercado audiovisual, tendo ramificações para toda a América Latina. Do ponto de vista de negócios, é bastante relevante. Para muitas produtoras ou criadores, é a oportunidade de estar frente a frente com os maiores players do mercado. No nosso caso, já temos acessos diferenciados, mas sempre é bom renovar contatos, estimular o networking.

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De 3 a 8 de abril de 2018 na Cidade das Artes, Rio de Janeiro

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