Co-produção conta a vida de trans brasileira ativista na França

O pitching do documentário “Madame”, da Canhota Filmes, com direção de André da Costa Pinto, no RioContentMarket 2017, resultou em um apoio de co-produção da Globo Filmes/Globo News. O filme traz a história de Camille Cabral, que nasceu como homem no interior da Paraíba, chegou a ser frei de ordem franciscana antes de assumir sua transexualidade.

“Desde o princípio o projeto nos pareceu muito interessante. Normalmente, não entramos em documentários que já estão muito adiantados. Mas ´Madame´, embora já com muita coisa filmada, ainda estava numa fase de elaboração”, conta a supervisora de Programas da Globo Filmes Documentário, Renée Castelo Branco.

Depois de formar-se em medicina no estado de Pernambuco, Camille se mudou para a França na época do surgimento do vírus HIV e início das pesquisas da Aids. Neste período, começou uma luta social em defesa das profissionais do sexo no país e fundou uma ONG que luta pelos direitos das minorias e combate do tráfico sexual. Além disso, foi a primeira transgênera a ser eleita vereadora na República Francesa.

“O que mais nos interessou foi a investigação. Tratar sobre o tema trans não é exatamente uma novidade, mas uma personagem que se dedique a ajudar a polícia a encontrar a pista de exploradores de outras colegas, é muito interessante. Médica, estudou num seminário, pretendia ser padre. Madame é sui generis”. O documentário ainda não tem data de lançamento, pois vai primeiro para festivais e para o cinema, só depois então para a TV. 

Pitchings no Rio2C

Em 2018, Renée Castelo Branco participa dos pitchings do Rio2C. “Acho o evento fundamental para desenvolver o audiovisual brasileiro. As master classes são interessantíssimas, bem como as oportunidades de negócios. Para um canal como a GloboNews, que trabalha com documentário, é um fórum especial. O RioContentMarket foi também o primeiro mercado de que participamos e onde tivemos oportunidade de divulgar a parceria com a Globo Filmes, que hoje é responsável por mais de cem documentários em andamento, com cerca de 80 produtoras diferentes”.

“O novo RCM – agora Rio2C 2018 - com tantos desdobramentos vem acompanhado de grande expectativa. Esperamos encontrar novos parceiros no Brasil e fora. Conhecer projetos e formatos instigantes”, completa. 
 

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